A Doença

Dengue

Dengue é uma doença infecciosa causada por um arbovírus (existem quatro tipos diferentes de vírus do dengue: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4), que ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil. As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos.

Dengue é uma infecção viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti parecida com uma gripe severa e algumas vezes causando uma complicação letal chamada dengue grave ou dengue hemorrágica. São estimados 100 milhões de pessoas infectadas em mais de 100 países endêmicos, colocando quase metade da população mundial em risco.

A dengue clássica se inicia de maneira súbita e podem ocorrer febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores nas costas. Em alguns poucos pacientes podem ocorrer hemorragias discretas na boca, na urina ou no nariz.

Apenas na última década, a importância da dengue como uma ameaça para a saúde e um fardo para os serviços de saúde e economias aumentou substancialmente. Comparado com a situação há 50 anos, a incidência mundial de dengue aumentou 30 vezes. Mais países estão relatando seus primeiros focos. Mais surtos estão surgindo de maneira que perturbam gravemente sociedades e as economias. Hoje, a dengue é classificada como a mais importante doença viral transmitida por mosquito no mundo.
Em toda parte, os custos humanos e econômicos são surpreendentes. Dr Margaret Chan
Diretora Geral da OMS
World Health Organization






Histórico

DENGUE

Os primeiros surtos de dengue foram reportadas no final do século XVIII, em Java (sudoeste asiático), na Filadélfia (Estados Unidos) e no Cairo e Alexandria (Egito). No século seguinte, quatro grandes epidemias assolaram o Caribe e o sul dos Estados Unidos.

Uma pandemia de dengue clássica tomou o sudeste asiático depois da Segunda Guerra Mundial. Já os primeiros casos de dengue hemorrágica de que se tem notícia aconteceram na década de 1950, nas Filipinas e na Tailândia. A síndrome do choque, por sua vez, teve seu primeiro registro epidêmico na Tailândia, em 1958.

Uma segunda expansão da dengue na Ásia começou nos anos 80, quando o Sri Lanka, a Índia e as Ilhas Maldivas tiveram suas primeiras epidemias de dengue hemorrágica. Desde então, epidemias de dengue causadas pelos quatro sorotipos também intensificaram-se na África

- América
Em 1953, o vírus do tipo 2 foi isolado pela primeira vez na América, na ilha de Trinidad. Mas a presença do vírus da dengue no continente só intensificou-se após a década de 60. A primeira epidemia confirmada em laboratório foi associada ao sorotipo 3, isolado no Caribe e na Venezuela em 1963-1964.

- Brasil
No Brasil, há referências de epidemias de dengue desde 1916, em São Paulo, e em 1923, em Niterói, no Rio de Janeiro, sem comprovação laboratorial. No começo do século XX, o Rio de Janeiro vivia uma crise de febre amarela, doença também transmitida pelo Aedes aegypti. Oswaldo Cruz iniciou então uma campanha para a erradicação do mosquito. Apesar de ter sua população reduzida drasticamente, ele não chegou a ser erradicado e voltou a se espalhar, provocando nova epidemia na década de 20.

Em 1955, o Brasil conseguiu eliminar seu último criadouro do mosquito e, três anos depois, o vetor foi declarado erradicado no país. Contudo, o mosquito permaneceu em alguns países e conseguiu, aos poucos, reinfestar o continente. Em 1967, confirmou-se a reintrodução do Aedes aegypti no Brasil. Novos esforços conseguiram que, em 1973, o vetor fosse considerado erradicado novamente do território brasileiro.

Devido às falhas na vigilância epidemiológica e à urbanização acelerada, o mosquito retornou ao Brasil já em 1976. Foram confirmadas reinfestações no Rio Grande do Norte e no Rio de Janeiro. Entretanto, não foram registrados casos de dengue. Nos anos seguintes, o mosquito se espalhou pelo país até que, em 1995, a distribuição geográfica do Aedes aegypti já era similar à verificada antes dos programas de erradicação do mosquito. A doença tem se espalhado para outras localidades. Na Europa, foi registrada transmissão local de dengue na França e na Croácia, em 2010, e foram detectados três casos importados em três outros países do continente. Em 2012, um surto na ilha de Madeira, Portugal, resultou em mais de dois mil casos. Em 2013, ocorreram casos nos Estados Unidos e na China. Em 2014, tendências indicam aumento no número de casos nas Ilhas Cook, Fiji, Malásia e Vanuatu. A doença também foi registrada no Japão após um intervalo de mais de 70 anos.

Diagnóstico

DENGUE

Um resultado clínico bem-sucedido requer um diagnóstico eficiente e precoce através do diagnóstico diferencial preciso, rápida avaliação/confirmação do laboratório. Pesquisas para proporcionar um melhor diagnóstico e biomarcadores que predizem a gravidade da doença são urgentemente necessários.

A confirmação laboratorial da infecção pelo vírus da dengue é importante. Embora, na prática, o diagnóstico é muitas vezes realizado pelos sintomas clínicos somente, a dengue pode ser confundida clinicamente com outras doenças virais e parasitárias transmitidas por vetores, como a malária e chikungunya e vírus zika.

O diagnóstico pode envolver a detecção do vírus, o ácido nucleico viral, antígenos ou anticorpos, ou uma combinação destas. Os testes de laboratório usando antígeno NS1 (proteína 1 não estrutural) pode permitir o diagnóstico precoce em pacientes febris. Durante a fase aguda da doença, o isolamento de vírus, a detecção de ácido nucleico ou antígeno pode ser usado para diagnosticar a infecção. No final da fase aguda da infecção, sorologia é o método de escolha para o diagnóstico.

Ensaios sorológicos para detectar IgM específica ou anticorpos IgG para o vírus da dengue são amplamente disponíveis, estes ensaios podem fornecer uma alternativa para o isolamento do vírus ou a reação em cadeia da polimerase para apoiar o diagnóstico de dengue.

Infecções primárias do vírus da dengue tipicamente têm uma resposta mais forte e mais específica de IgM; infecções secundárias mostram uma resposta mais fraca IgM, mas uma forte resposta IgG. Esses diferentes padrões de resposta IgM para infecção sublinham a necessidade de avaliar a sensibilidade e especificidade dos testes disponíveis no mercado, especialmente para diagnóstico de infecções pelo vírus da dengue secundárias.
DENGUE - EUROIMMUN Brasil - Diagnóstico Médico Laboratorial

Fonte: Dengue : diagnóstico e manejo clínico : adulto e criança


DENGUE - EUROIMMUN Brasil - Diagnóstico Médico Laboratorial

Transmissão

DENGUE

O ciclo de vida completo do vírus da dengue envolve o papel do mosquito como transmissor (ou vetor) e os seres humanos como principal vítima e fonte de infecção.

A forma de transmissão da dengue é a picada do mosquito Aedes aegypti infectado pelo vírus da dengue. A transmissão ocorre quando o mosquito suga o sangue de uma pessoa já infectada, a fêmea pica a pessoa infectada, mantém o vírus na saliva e o retransmite após um período de incubação que dura de 8 a 12 dias.

A dengue só é transmitida através da picada deste mosquito e um indivíduo não pode passar a doença para outro, pelo contato com o doente ou suas secreções, nem por água ou alimentos.

Com relação ao binômio materno-fetal, como ocorre transmissão vertical, há o risco de abortamento no primeiro trimestre e de trabalho de parto prematuro, quando adquirida no último trimestre. Existe também uma incidência maior de baixo peso ao nascer em mulheres que tiveram dengue durante a gravidez. Quanto mais próximo ao parto a paciente for infectada, maior será a chance de o recém-nato apresentar quadro de infecção por dengue. Com relação à mãe, pode ocorrer hemorragia tanto no abortamento, no parto ou no pós-parto.






DENGUE - EUROIMMUN Brasil - Diagnóstico Médico Laboratorial

Os sintomas

- Dengue Clássica:

O doente pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. Principais sintomas abaixo:
DENGUE - EUROIMMUN Brasil

Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores, podendo ser causado pela DENGUE.

Erupção cutânea

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

Aumento temporário e repentino da temperatura do seu corpo, podendo ser causado pela DENGUE.

Febre alta com início súbito

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

Muitas dores atrás dos olhos, que pioram com o movimento dos mesmos, podendo ser causadas pela DENGUE.

Dor atras dos olhos

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

Muitas dores nos ossos e articulações, podendo ser causadas pela DENGUE.

Dor nas articulações

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

Moleza e dor disseminada por todo o corpo, podendo ser causada pela DENGUE.

Moleza e dor no corpo

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

Fortes dores de cabeça, podendo ser causada pela DENGUE.

Dor de cabeça

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

O vômito é um reflexo incontrolável que expele o conteúdo do estômago através da boca. Sintoma muito comum e pode ser causados por uma ampla variedade de fatores. Normalmente o vômito é inofensivo, mas pode ser um sinal de uma doença mais grave, inclusive a DENGUE.

Náuseas e vômitos

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

A tontura pode definir o que se sente durante a vertigem, que é a sensação de que o entorno está girando ou você está se movendo, quando na realidade não está, sintoma que pode ter sido causado pela DENGUE.

Tontura

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

O cansaço pode ser tão grande que o doente cai de cama e a vida "perde a graça". Sintoma muito comum causado pela DENGUE.

Extremo cansaço


- Dengue Hemorrágica:

Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:
DENGUE - EUROIMMUN Brasil

Dores abdominais fortes e contínuas, podendo ser causadas pela DENGUE.

Dores abdominais

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

Vômitos persistentes, podendo ser causados pela DENGUE.

Vômitos persistentes

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

Sangramento pelo nariz, boca e gengivas, podendo ser causado pela DENGUE.

Sangramento

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

Sede excessiva e boca muito seca, sintoma possivelmente causado pela DENGUE.

Sede excessiva

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

Pulso rápido e fraco, sintoma possivelmente causado pela DENGUE.

Pulso rápido e fraco

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

Muita dificuldade de respiração, sintoma possivelmente causado pela DENGUE.

Dificuldade respiratória

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

Sonolência, agitação e confusão mental, sintomas possivelmente causados pela DENGUE.

Confusão mental

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores, sintomas que podem ser causados pela DENGUE.

Manchas vermelhas

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

Perda de consciência, em termos médicos chamada de síncope, acontece quando a quantidade de sangue rico em oxigénio (arterial) que alcança o seu cérebro não é suficiente, sintoma que pode ser causado pela DENGUE.

Perda de consciência

Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem.

DENGUE - EUROIMMUN Brasil

Similaridade que confunde

Dengue Vírus - EUROIMMUN Brasil
DENGUE - EUROIMMUN Brasil - Diagnóstico Médico Laboratorial
Testes Dengue
IF: Mosaico Arbovírus 2


A EUROIMMUN possui uma linha completa para detecção e diferenciação sorológica da Dengue. Eles já possuem aprovação e liberação da ANVISA e poderão ser adquiridos por laboratórios de diagnóstico.

O IF: Mosaico Arbovírus 2 da EUROIMMUN é indicado em ensaios in vitro qualitativos ou semiquantitativos para detecção simultânea e diferenciação dos quatro tipos de Dengue (1-4), Chikungunya e Zika, pleo método de imunofluorescência indireta. Os testes devem ser realizados com amostras de soro ou plasma e detectam anticorpos IgG ou IgM contra os vírus.

O kit é fornecido com todos os reagentes necessários para o procedimento, sendo necessário apenas um microscópio de fluorescência adequado.

Além do já conhecido substrato de Chikungunya, o kit conta com o substrato de Dengue e um substrato adicional de Zika, completando assim um Mosaico com 6 BIOCHIP®s. As lâminas apresentam 5 ou 10 poços com 6 substratos cada, que permitem o teste simultâneo utilizando uma única amostra.

O procedimento de incubação é de acordo com a já conhecida Técnica TITERPLANE® da EUROIMMUN , que garante a padronização do procedimento e permite incubações à temperatura ambiente.

O Dengue vírus ELISA IgG e IgM da EUROIMMUN é indicado em ensaios in vitro qualitativos ou semiquantitativos para detecção de anticorpos IgG ou IgM contra os vírus, pelo método de ELISA. Os testes devem ser realizados com amostras de soro ou plasma.

O Dengue NS1 da EUROIMMUN é indicado em ensaios in vitro qualitativos ou semiquantitativos para detecção do antígeno precoce NS1, pelo método de ELISA. Os testes devem ser realizados com amostras de soro ou plasma. Os kits são fornecidos com todos os reagentes necessários para o procedimento, sendo necessário apenas leitora e lavadora de ELISA.

Vantagens EUROIMMUN

• Ensaio único;
• Especificidade de 98% e sensibilidade de 100%;
• Ótima correlação com kit de referência OMS
• Tampão de amostra contêm sorbente para IgG e Fator reumatóide, evitando resultados falso-positivos/ falso-negativo;

Contato

Sinta-se a vontade para entrar em contato conosco

Deixe sua mensagem

Onde estamos:

Rua José Gonçalves Galeão, 198
Jd. Avelino - SP,
Brasil

  • E-mail:contato@euroimmun.com.br
  • Telefone:+55 (11) 2305-9770
  • Site:www.euroimmun.com.br